CARACTERIZAÇÃO DE PRODUTORES FAMILIARES DE ASSENTAMENTO AGROEXTRATIVISTA NO SUL AMAZÔNICO AMAPAENSE E OS IMPACTOS DA PANDEMIA DA COVID-19
Palavras-chave:
Agricultura familiar, Políticas públicas, Sazonalidade da produção, Crise sanitáriaResumo
O objetivo deste artigo é caracterizar o perfil de uma parcela de produtores familiares e de seus estabelecimentos situados no assentamento agroextrativista do Anauerapucu, município de Santana, Amapá, verificando os impactos da pandemia da Covid-19. Foram entrevistados 10 produtores familiars, com questões pré-elaboradas, relacionadas ao perfil do produtor e de sua propriedade, bem como das características da produção e dificuldades e estratégias vivenciadas, frente a crise sanitária provocada pelo novo Coronavírus. Os dados obtidos foram organizados em planilhas do Excel e, posteriormente, analisados por meio de gráficos e tabelas. A maioria dos agricultores entrevistados tem entre 29 e 65 anos de idade. A maioria possui baixo grau de escolaridade. Não estão vinculados a associações ou cooperativas do ramo agroextrativista, não possuem acesso à orientação técnica, e utilizam de conhecimentos agroecológicos no manejo das plantas. Os principais produtos comercializados são açaí, bacaba, cupuaçu, mandioca e seus subprodutos, macaxeira, maracujá, hortaliças, peixes, taperebá; que podem ter preços variáveis em decorrência dos períodos de safra e entressafra. Os principais impactos decorrentes da pandemia da Covid-19 foram a redução da produção agropecuária, diminuição dos produtos comercializados e da renda dos agricultores do assentamento, alem do medo por contaminação.