VALORAÇÃO IMOBILIÁRIA E CONSERVAÇÃO AMBIENTAL: EVIDÊNCIAS ESPACIAIS DA MATA DO BURAQUINHO
Palavras-chave:
Economia ambiental; Preços hedônicos; Mercado imobiliário; Áreas protegidas; Regressão espacial.Resumo
O estudo investiga como a Reserva Silvestre Mata do Buraquinho, considerada a maior floresta equatorial nativa plana em área urbana, se insere no contexto de pressões imobiliárias em João Pessoa (PB), onde a valorização recente dos imóveis reforça a necessidade de compreender a relação entre atributos ambientais e preços urbanos. Embora áreas protegidas sejam reconhecidas mundialmente como instrumentos fundamentais para conservação e provisão de serviços ecossistêmicos, seu efeito econômico em ambientes urbanos pode variar conforme condições socioespaciais específicas. A análise realizada por meio de modelos espaciais indica que a presença da Mata do Buraquinho não se traduz em valorização imobiliária direta e, em algumas faixas de distância, relaciona-se até a efeitos negativos associados à infraestrutura limitada e problemas urbanos do entorno. Conclui-se que a conservação ambiental, isoladamente, não garante valorização fundiária; para que áreas verdes funcionem como amenidades valorizadas, é imprescindível integrá-las a políticas de mobilidade, segurança, ordenamento territorial e qualificação urbana.