REFORMA AGRÁRIA, ERRADICAÇÃO DA POBREZA EXTREMA E JUSTIÇA CLIMÁTICA NA CHINA

Autores

Palavras-chave:

Desenvolvimento Rural, China, Sustentabilidade

Resumo

Em 2020, a China erradicou a pobreza extrema, dez anos antes da Agenda 2030. Desde a Conferência de
Estocolmo (1972), reconhece-se que a superação da pobreza e o desenvolvimento dos países periféricos são
condições indispensáveis para enfrentar a crise climática. Nesse contexto, a experiência chinesa destaca-se
como um modelo de desenvolvimento para o Sul Global. O objetivo deste trabalho é demonstrar como o
processo histórico da reforma agrária popular chinesa — marcado pelo protagonismo do campesinato —
desempenhou papel central na construção da China moderna. Adotamos o método qualitativo, com análise
crítica de obras fundamentais e documentos oficiais das Nações Unidas, como Experiências Históricas de
Reforma Agrária no Mundo, Vol. 1 (2020), para evidenciar que não haverá justiça climática sem reforma
agrária. Os resultados indicam que a agricultura chinesa, hoje, demanda a garantia contínua do acesso à terra,
associada a uma transição para modos de produção agroecológicos, de modo que o campesinato siga
assegurando a soberania alimentar e demais direitos fundamentais da classe trabalhadora do campo e da cidade.
A crise climática é a crise do capital. Em um mundo cada vez mais multipolar, e diante da crescente liderança
ambiental da China, vivencia-se uma mudança de paradigma socioclimático em escala global.

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Publicado

2026-01-14

Como Citar

Sayuri Gondo, J. (2026). REFORMA AGRÁRIA, ERRADICAÇÃO DA POBREZA EXTREMA E JUSTIÇA CLIMÁTICA NA CHINA . Journal of Ecoinnovation and Environmental Management, 1(1), 11–17. Recuperado de https://www.editoraverde.org/portal/revistas/index.php/ecoin/article/view/933