DETERMINANTES DO BEM-ESTAR PARENTAL NO CONTEXTO DO TEA: A INFLUÊNCIA DA RENDA, REDE DE APOIO E HABILIDADES DA CRIANÇA
Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar de que maneira fatores como renda, rede de apoio e
habilidades da criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) influenciam o bem-estar dos pais após
o diagnóstico. Por meio de uma análise integrativa de estudos nacionais e internacionais, observou-se que
famílias com maior poder aquisitivo tendem a acessar mais rapidamente os serviços terapêuticos e apoio
psicológico, favorecendo sua adaptação ao diagnóstico. A presença de uma rede de apoio sólida — formada
por familiares, instituições e profissionais — atua como fator de proteção emocional, enquanto sua ausência
aprofunda o sofrimento psíquico e o isolamento social dos cuidadores. Além disso, o nível de autonomia
da criança interfere na rotina e na saúde dos pais, impactando sua qualidade de vida. Crianças com maior
funcionalidade demandam menos vigilância constante, permitindo aos pais maior liberdade e inclusão
social. Conclui-se que o bem-estar dos pais está diretamente relacionado às condições materiais, emocionais
e relacionais da família. Dessa forma, é imprescindível que as políticas públicas e os serviços especializados
adotem uma abordagem intersetorial e sensível à diversidade das experiências parentais no contexto do
autismo.
Palavras-chave: Autismo. Bem-estar parental. Rede de apoio. Desigualdade social. Qualidade de vida.