MANEJO CLÍNICO DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA: ESTUDO DE REVISÃO E OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE

Autores

  • Bernard Brandão Souza Lima et al.

Resumo

RESUMO: A leishmaniose é uma antropozoonose de elevada prevalência global, sendo considerada um desafio de saúde pública no Brasil. Sua complexidade clínica e fisiopatológica exige estratégias integradas na Atenção Primária à Saúde (APS) para garantir o diagnóstico precoce e a eficácia terapêutica. Objetivo: Aprimorar o manejo clínico da leishmaniose na APS, propondo estratégias para otimizar a resposta da Unidade Básica de Saúde (UBS) e ampliar o entendimento sobre a fisiopatologia da doença. Metodologia: Trata-se de um estudo fundamentado na observação participante, realizado por acadêmicos de Medicina durante práticas supervisionadas em uma Unidade de Saúde da Família (USF). O estudo incluiu a análise de prontuários físicos, mediante autorização, e uma revisão bibliográfica sistemática em bases de dados (PubMed, SciELO e Ministério da Saúde) com foco em diretrizes clínicas recentes. Resultados: A observação direta revelou falhas logísticas e fragmentação de dados clínicos que comprometem a continuidade do cuidado. A partir da identificação dessas lacunas, propôs-se a estruturação de um protocolo clínico para padronizar o fluxo de atendimento. A integração entre acadêmicos e profissionais da unidade resultou na capacitação da equipe e no fortalecimento da abordagem multidisciplinar. Conclusão: A implementação de protocolos estruturados na APS é essencial para superar barreiras diagnósticas e operacionais, garantindo um cuidado mais resolutivo e baseado em evidências para os pacientes acometidos pela leishmaniose.

 

Palavras-chave: Leishmaniose Tegumentar; Atenção Primária à Saúde; Protocolos Clínicos; Manejo Clínico.

Downloads

Publicado

2026-03-12