HISTÓRIA DA COLONIZAÇÃO DO SERTÃO DA CAPITANIA DA PARAHYBA (1725-1740)
Resumo
O presente artigo analisa a origem e o funcionamento das práticas administrativas no sertão do rio Piranhas, na Capitania da Paraíba do Norte, entre os anos de 1725 e 1750. A pesquisa busca compreender como se estruturaram os mecanismos de gestão econômica e social em uma região marcada pela expansão da pecuária e pela formação de redes locais de poder. A partir da análise de documentação setecentista, especialmente procurações e outros registros jurídicos, o estudo evidencia a atuação de colonos, proprietários e membros da chamada “nobreza da terra” na organização da vida administrativa do sertão. Argumenta-se que, apesar da existência de uma estrutura formal de governo vinculada à Coroa portuguesa, as práticas administrativas no interior da capitania eram fortemente condicionadas por relações de parentesco, clientela e alianças locais. Nesse contexto, instrumentos jurídicos como as procurações permitiam a delegação de poderes e a administração de bens em diferentes localidades, contribuindo para a articulação de redes econômicas e políticas que conectavam o sertão aos centros litorâneos e ao mundo luso-atlântico. Dessa forma, o estudo demonstra que a administração colonial no sertão paraibano resultou de um processo de negociação e adaptação às condições sociais, econômicas e geográficas da região.
Palavras-chave: Colonização. Sertão Paraibano. História do Brasil.