JUSTIÇA ALGORÍTMICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: VIESES EM FERRAMENTAS DIGITAIS, IMPACTOS NA INCLUSÃO ESCOLAR E DIRETRIZES PARA MITIGAÇÃO PEDAGÓGICA

Autores

  • Sueli Cristina Garcia Ferreira et al.

Resumo

Este artigo examina criticamente o uso de ferramentas digitais baseadas em algoritmos na educação básica, com foco nos vieses que podem emergir desses sistemas e seus efeitos sobre a inclusão escolar. Parte-se da premissa de que tecnologias educacionais orientadas por dados não são neutras, pois incorporam padrões históricos que podem reproduzir desigualdades sociais. A investigação, de natureza qualitativa e caráter bibliográfico-documental, apoia-se na análise de estudos contemporâneos sobre justiça algorítmica, educação digital e equidade. Os achados indicam que a falta de transparência nos critérios de funcionamento dos algoritmos, aliada à dependência excessiva de decisões automatizadas, pode limitar a atuação docente e reforçar processos de exclusão. Na interpretação dos resultados, defende-se a adoção de diretrizes pedagógicas e institucionais que priorizem a equidade, a leitura crítica das tecnologias e a responsabilidade no uso de dados educacionais. Conclui-se que a promoção de uma educação mais justa requer a integração entre reflexão ética, formação docente e revisão constante das ferramentas digitais utilizadas no ambiente escolar.

Palavras-chave: Justiça Algorítmica; Educação Básica; Inclusão Escolar; Tecnologias Educacionais; Equidade.

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Publicado

2026-04-08