INOVAÇÃO PEDAGÓGICA E TECNOLOGIAS EMERGENTES: IMPACTOS DAS METODOLOGIAS ATIVAS NO ENGAJAMENTO, NA AUTONOMIA E NO DESEMPENHO ACADÊMICO
Resumo
Este artigo analisou os impactos das metodologias ativas associadas às tecnologias emergentes no engajamento, na autonomia e no desempenho acadêmico dos estudantes. A pesquisa partiu da problemática de que a presença de recursos digitais nas instituições educacionais nem sempre resulta em inovação pedagógica, sobretudo quando a tecnologia é utilizada de forma instrumental, desvinculada de planejamento didático, mediação docente e avaliação formativa. O objetivo geral consistiu em compreender de que maneira metodologias ativas, como aprendizagem baseada em problemas, aprendizagem baseada em projetos, sala de aula invertida, gamificação e aprendizagem colaborativa, quando mediadas por tecnologias emergentes, podem favorecer experiências educacionais mais participativas, autônomas e academicamente consistentes. Metodologicamente, desenvolveu-se uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e finalidade exploratória, fundamentada em autores nacionais e internacionais que discutem inovação pedagógica, tecnologias educacionais, engajamento estudantil, autorregulação da aprendizagem e desempenho acadêmico. Os resultados indicaram que as metodologias ativas, quando articuladas a recursos digitais com intencionalidade pedagógica, favorecem maior participação dos estudantes, ampliam a autorregulação da aprendizagem e podem contribuir para melhoria do desempenho acadêmico. Contudo, também foram identificados limites relacionados à formação docente, à infraestrutura, à desigualdade digital e ao uso superficial das tecnologias. Concluiu-se que a inovação pedagógica não depende apenas da adoção de ferramentas digitais, mas da integração entre currículo, metodologia, mediação docente, avaliação e compromisso institucional com a aprendizagem.
Palavras-chave: Inovação Pedagógica; Tecnologias Emergentes; Metodologias Ativas; Engajamento Estudantil; Desempenho Acadêmico.