EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA NO ENSINO DE GEOGRAFIA: CARTOGRAFIA SOCIAL, TERRITÓRIO E MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Autores

  • Daniele Aureliano Martins

Resumo

Este artigo analisou as contribuições da educação ambiental crítica no ensino de Geografia, considerando a cartografia social, o território e as mudanças climáticas como eixos de práticas pedagógicas voltadas à leitura crítica do espaço vivido. A pesquisa partiu da compreensão de que os problemas ambientais contemporâneos não podem ser interpretados apenas como fenômenos naturais, pois envolvem desigualdades sociais, formas de ocupação territorial, decisões políticas, práticas econômicas e diferentes níveis de vulnerabilidade climática. O objetivo foi compreender como a cartografia social pode contribuir para o ensino de Geografia ao possibilitar que estudantes investiguem o território, reconheçam problemas socioambientais e relacionem mudanças climáticas a situações concretas do cotidiano escolar e comunitário. Metodologicamente, adotou-se abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e exploratório, com análise de autores da educação ambiental crítica, do ensino de Geografia, da cartografia social, do território e das mudanças climáticas, além de documentos normativos da educação brasileira. Os resultados indicaram que a cartografia social favorece práticas pedagógicas participativas, territoriais e interdisciplinares, permitindo aos estudantes mapear riscos, identificar vulnerabilidades e compreender a dimensão social da crise climática. Concluiu-se que a educação ambiental crítica, articulada à Geografia escolar, contribui para formar sujeitos capazes de interpretar o espaço vivido, reconhecer desigualdades socioambientais e participar de ações coletivas voltadas à justiça ambiental e climática.

Palavras-chave: Educação Ambiental Crítica; Ensino De Geografia; Cartografia Social; Território; Mudanças Climáticas.

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Publicado

2026-07-03