O ENSINO BILINGUE PARA SURDOS INCLUÍDOS NA REDE REGULAR DE ENSINO

Autores

  • Nadelma Alves da Silva Ferreira

Resumo

Tendo como base uma retrospectiva histórica, percebe-se que a comunidade ouvinte marginalizou a Língua de Sinais, inicialmente por falta de conhecimento da pessoa Surda, uma vez que eles eram tidos como não humanos, por não desenvolverem a fala oral e não terem a capacidade de ouvir. Logo depois foram marginalizados por desenvolver uma forma de comunicação, sinais, diferente da majoritária, a oral. Assim, ainda hoje, a comunidade ouvinte, em sua maioria, considera o meio de comunicação da comunidade surda um conjunto de gestos e mímicas sem sentido. Tal compreensão faz com que a comunidade surda vivencie inúmeras barreiras para alcançar sua inserção no contexto escolar, com possibilidade de utilização da sua língua natural, a Libras. Por tudo isso, a inclusão da pessoa surda na escola regular ainda é um caminho obscuro, cheio de entraves e dificuldades. São inúmeras as problemáticas vivenciadas nas escolas com a intenção de proporcionar a aprendizagem do Surdo através da língua oral, o que acaba direcionando o surdo a uma exclusão, como revela a história e os altos índices de desistência, pois diante da “incapacidade” comunicativa não faz sentido a permanência na escola. A inclusão, tendo como objetivo proporcionar a interação desses sujeitos no ambiente escolar, com a valorização e utilização da Libras, mediadas por intérpretes, que são os responsáveis pelo estabelecimento da comunicação entre os surdos, os professores, companheiros de sala e todo corpo escolar, porém a metodologia utilizada em sala de aula continua voltada para a comunidade ouvinte, o que limita o trabalho do intérprete de Libras. Diante desse cenário, surge a proposta bilíngue, a qual propõe uma escola que trabalhe a Libras como primeira língua para o surdo e a língua Portuguesa como segunda língua, como determina a lei 10.436/02, com metodologias voltadas para a cultura surda. Desta forma, queremos contribuir para o debate sobre o tema, tendo em vista a necessidade de desenvolvimento igualitário do povo surdo, desde sua iniciação escolar, colocando- os em contato direto e frequente com seus pares e com sua língua materna. Para isso, buscamos fundamentação teórica nas leis que regem a educação, como a LDB e autores como Ferreira, Skliar, Srobel e Quadros, para ampliação do debate sobre a temática.

Palavras chave: Inclusão. Surdo. Bilinguismo.

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Publicado

2025-10-26