INCLUSÃO OU EXCLUSÃO DISFARÇADA? QUANDO A ESCOLA SE DIRIGE À FAMÍLIA E SILENCIA A PESSOA COM DEFICIÊNCIA: UM ESTUDO SOB A PERCPÇÃO DE TRÊS MÃES EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE JOÃO PESSOA – PB
Resumo
RESUMO: A inclusão de alunos deficientes, na rede de ensino regular, é um grande desafio, pois mesmo com tantas leis que asseguram o direito à educação desses estudantes, os entraves ainda são enormes, isso porque muitas escolas não estão preparadas para recebê-los. Este estudo perfilhou como objetivo geral investigar as percepções de três mães sobre a inclusão escolar de seus filhos com deficiência. A pesquisa foi feita a partir de uma metodologia qualitativa, tendo como instrumento de coleta de dados um questionário com cinco perguntas abertas. O estudo foi realizado em uma escola pública, localizada na cidade de João Pessoa-PB, em 2025. Apesar da diversidade no nível de escolaridade das participantes, uma mãe com mestrado e duas com ensino médio, emergiram relatos convergentes sobre práticas escolares que silenciavam ou excluíam simbolicamente seus filhos, mesmo sob o discurso da inclusão. As mães relataram que a escola priorizam o diálogo com os responsáveis, ignorando a escuta ativa e a autonomia das crianças com deficiência, o que reforça uma lógica capacitista ainda presente no cotidiano escolar. Os resultados apontaram que a escola trata a deficiência como um problema a ser resolvido, e não como parte da diversidade humana, havendo a necessidade de formação continuada de professores com enfoque crítico e humanizado, capaz de romper com modelos tutelares e promover o protagonismo das crianças com deficiência. Assim, o estudo conclui que a inclusão escolar, na escola pesquisada, ainda é, superficial e simbólica, exigindo mudanças profundas nas práticas institucionais.
Palavras-chave: Educação Inclusiva; silenciamento da pessoa com deficiência; capacitismo.