EDUCAÇÃO INCLUSIVA E APORTES PEDAGÓGICOS CRÍTICOS: INTERLOCUÇÕES NECESSÁRIAS
Resumo
Este artigo analisa a educação inclusiva sob a perspectiva da pedagogia crítica, compreendendo-a
não apenas como cumprimento legal ou adaptação estrutural, mas como prática político-pedagógica
comprometida com a justiça social, a equidade e a emancipação humana. Fundamentado em autores como Paulo
Freire, Mantoan, Silva e Oliveira, o estudo destaca que a verdadeira inclusão exige transformações profundas na
cultura escolar, nas práticas pedagógicas e nas relações sociais, reconhecendo as diferenças como riqueza
cultural e social. Nesse contexto, a pedagogia crítica orienta o processo educativo como prática dialógica,
participativa e emancipatória, capaz de superar modelos tradicionais que tendem a homogeneizar saberes. O
trabalho identifica quatro eixos centrais para a efetivação da inclusão: a formação docente crítica, a gestão
democrática, o currículo flexível e as atitudes de acolhimento. Ressalta-se ainda que o uso das tecnologias
digitais, quando articulado a uma perspectiva crítica, amplia a participação e a aprendizagem, mas, se aplicado
de forma descontextualizada, pode reforçar desigualdades. A formação docente assume lugar de destaque como
pilar fundamental para a consolidação de uma escola inclusiva, devendo ser contínua, crítica e humanizadora, de
modo que o professor atue como agente político e social, consciente de que sua prática educativa é também um
ato político. Conclui-se que a educação inclusiva, quando orientada pelos aportes da pedagogia crítica, constituise como processo coletivo e emancipatório, capaz de romper com as lógicas de exclusão e de transformar a
escola em espaço de cidadania plena, diálogo e valorização das diferenças.
Palavras-chave: Educação Inclusiva; Pedagogia Crítica; Justiça Social; Formação Docente